sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vale a pena pensar!!!

“Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência.” Padre António Vieira

Notas de Interesse...

"Fazem do dia de Todos os Santos dia dos Fiéis... Quando

devia ser ao contrário: fazer do dia de Fiéis Defuntos,

também, dia de Todos os Santos".

E chamava ele a atenção para tanto dinheiro gasto, nestes dias, nos cemitérios, sem qualquer sentido espiritual, quando muito desse dinheiro podia ser aplicado em obras meritórias, sobretudo para ajudar os mais necessitados (não é por acaso que decorre nestes dias o peditório da Liga Contra o Cancro), sublinhando que a esmola, essa sim, constitui um meio eficaz de sufrágio, porque sinal da caridade que a todos nos une, vivos e defuntos, e todos a Deus, que nos ama e perdoa. Infelizmente, os nossos cemitérios são transformados, por esta altura, em fogueiras de cera (?...) poluente e em «romaria» para «revista» às campas floridas, num local sagrado onde devia imperar a simplicidade, o simbolismo expressivo da fé, a espiritualidade de atitudes, o respeito, a oração de sufrágio e comunhão, a esperança alegre na vitória da Ressurreição. É por isso que a Igreja concede indulgências nos oito primeiros dias de Novembro a quem devotamente visitar os cemitérios e orar pelos defuntos, podendo as mesmas ser aplicadas pela purificação das almas, nesse estado post mortem que antecede a plenitude das alegrias celestes, e a que a Igreja chama Purgatório.

A Nova Evangelização, que o Santo Padre tanto tem desejado e recomenda, passa por um aprofundamento mais eficaz do Evangelho, da Boa Nova que é o próprio Cristo, de modo a que todas as actividades humanas sejam repassadas pelo Seu Espírito, tornando-se mais puras, mais sinceras, e despidas de tanto paganismo prático que ainda as caracteriza. Mesmo pessoas que se afirmam “religiosas”, muitas vezes não conseguem ultrapassar certos preconceitos, superstições e crendices sem consistência. Estamos no Mês da Almas. Contudo, mês das almas não é apenas o dia 1 ou o dia 2. Nem só o mês de Novembro. Todos os meses são «mês das almas», pois, se somos cristãos, a elas devemos estar permanentemente unidos - pela Comunicação (comunhão) dos Santos, que professamos no Credo; unidos pela Fé, pelas boas obras, pela esmola, pela oração - e a oração suprema é o Santo Sacrifício da Missa, memorial e actualização dos Sagrados Mistérios da Paixão e Morte do Senhor da Vida e da Sua Gloriosa Ressurreição. Sinto ainda a ressonância daquela citação de Santo Agostinho com que, num cemitério próximo, o sacerdote celebrante da Missa do meio-dia, em Dia de Fiéis Defuntos, terminava a sua maravilhosa homilia:

«Uma flor, pelos nossos mortos, murcha; uma lágrima, pelos nossos mortos, seca; a oração pelos nossos mortos, Deus recebe-a em Suas mãos!».